Cruzeiro-residência Odyssey para no Camboja e deixa passageiros sem casa
O Odyssey, navio-residência da Villa Vie Residences, está parado no porto de Sihanoukville, no Camboja, e a empresa pediu que os residentes desembarquem [s:euronews-odyssey]. A operadora diz que o custo do combustível por cabine saltou de cerca de 1.800 dólares por mês para entre 6.000 e 8.000 dólares em partes da Ásia [s:euronews-odyssey] [s:mercadoeeventos-odyssey].

O que aconteceu
O Odyssey é um navio de residência permanente, operado pela empresa americana Villa Vie Residences. Ele chegou a Sihanoukville, no sul do Camboja, em 23 de outubro para uma parada prevista de cinco dias e deveria seguir para o Vietnã. Na quarta-feira, 28 de outubro, ainda estava no porto, e os passageiros foram orientados a deixar o navio, sem data definida para retomar a viagem [1].
Segundo a Euronews, havia 203 passageiros de 15 nacionalidades, em sua maioria americanos, além de 156 tripulantes. O navio pode receber até 650 residentes [1]. No Brasil, o Mercado & Eventos destaca que a crise financeira deixou passageiros sem casa a bordo [2].
A conta do combustível
No combustível está a explicação da empresa. Segundo a Villa Vie, o gasto mensal com combustível por cabine passou de uma média histórica de cerca de 1.800 dólares para algo entre 6.000 e 8.000 dólares em algumas zonas da Ásia [1] [2]. Ela ligou a alta aos preços de energia desde o início da guerra no Irã [1].
Para tentar conter o custo, a operadora reduziu a velocidade e passou mais tempo nos portos. Ainda assim, disse que essas medidas não bastaram para compensar o aumento [1]. Repassar a alta inteira aos residentes, afirma a empresa, não seria realista [1].
Quem estava a bordo
Para a Euronews, trata-se de pessoas que pagaram para viver num cruzeiro à volta do mundo, agora parado [1]. Os passageiros foram orientados a deixar o navio, sem data para a retomada da viagem [1]. Ela diz ainda que quer ajudar nesse processo, com a organização do desembarque e alojamento temporário [1] [2].
O que a empresa propõe agora
A Villa Vie afirma que não consegue seguir absorvendo as perdas operacionais e que repassar todo o aumento aos residentes não seria realista [1]. Ela avalia uma reestruturação financeira e a possível entrada de novo capital, mas ainda não há acordo [1]. Também diz que quer ajudar os residentes a organizar o desembarque e encontrar alojamento temporário [1].
Em outono de 2024, a viagem começou e tinha previsão de visitar sete continentes até novembro de 2027. A empresa também planejava lançar um segundo navio residencial no início de 2029, mas a suspensão deixa em aberto o futuro desse projeto [1].
O que acompanhar
Os próximos passos são o desembarque dos residentes, a eventual reestruturação da empresa e qualquer decisão sobre retomar a rota para o Vietnã. Até agora, nenhum comunicado traz detalhes sobre compensações financeiras aos passageiros. Quem pagou pela viagem deve acompanhar os comunicados da própria empresa antes de tomar decisões sobre reembolsos ou alojamento.
Fontes
- Pagaram para viver num cruzeiro à volta do mundo, mas navio está parado, Euronews (28 de outubro de 2026)
- Crise financeira interrompe cruzeiro vitalício e deixa passageiros sem casa no Camboja, Mercado & Eventos (28 de outubro de 2026)