Navio de cruzeiro para no Camboja e deixa 200 passageiros sem casa
O navio MV Odyssey, operado pela Villa Vie Residences, suspendeu a viagem no Camboja em 28 de outubro de 2026. A empresa diz que o custo do combustível por cabine subiu de cerca de US$ 1.800 por mês para algo entre US$ 6.000 e US$ 8.000 em partes da Ásia [s:michigan-odyssey]. As autoridades locais disseram que os passageiros tiveram sete horas para sair [s:rte-odyssey].

Um cruzeiro de vida a bordo, vendido como estilo de vida permanente, virou notícia na quarta-feira (28), quando o navio parou no Camboja e os moradores foram mandados embora. O caso chama atenção porque a causa é o preço do combustível, e não um problema técnico ou um acidente [1]. Veja o que se sabe e o que ainda não está claro.
O que aconteceu
O MV Odyssey, um navio de bandeira dos Estados Unidos, atracou em Sihanoukville em 23 de outubro para uma visita planejada de cinco dias [1][2]. Havia 203 passageiros de 15 nacionalidades, a maioria americanos, e 156 tripulantes [1]. O navio tem capacidade para 650 moradores, mas um passageiro disse que o número chegou a cerca de 350 [2].
O vice-governador da província de Preah Sihanouk disse que os hóspedes tiveram sete horas para desembarcar. Segundo ele, o navio deveria reabastecer e partir em 31 de outubro [2]. A situação muda conforme a fonte, e isso é importante para quem está lá.
Por que o combustível virou o problema
A Villa Vie Residences disse que o custo do combustível por cabine era de cerca de US$ 1.800 por mês em média e passou a ser estimado entre US$ 6.000 e US$ 8.000 em partes da Ásia [1]. A empresa atribuiu esse aumento à guerra no Irã. Ela tentou reduzir o consumo, diminuindo a velocidade do roteiro e passando mais tempo nos portos, mas não conseguiu compensar a alta [1].
A empresa afirmou que não podia mais absorver as perdas operacionais e que repassar todo o aumento aos moradores não era uma solução realista [1]. Uma passageira, Holly Hennessey, afirmou que o navio "ficou sem dinheiro" e que o combustível não era apenas caro, mas escasso [2].
O que ainda não está claro
Os passageiros foram orientados a deixar o navio, mas a situação da tripulação não ficou clara [1]. Algumas pessoas voltaram para casa, e outras ficaram na cidade [2]. O itinerário confirmado ia até novembro de 2027, e a empresa tinha planos para um segundo navio, mas o comunicado sobre a suspensão não tratou dele [1].
Moradores falam em buscar um investidor ou formar um consórcio para financiar a continuidade da viagem. A própria passageira reconheceu que um novo investidor poderia ser engolido pelas perdas [2].
O que vale acompanhar
Três pontos vão mostrar se a suspensão é definitiva. O primeiro é a data em que o navio deixa Sihanoukville, que o governo local informou como 31 de outubro. O segundo é se algum investidor aparece. O terceiro é se a empresa dá apoio financeiro ou logístico aos passageiros que perderam a moradia a bordo [1][2]. Até lá, o relato mais seguro é o dos fatos confirmados: um navio parado, passageiros sem destino certo e uma empresa dizendo que tenta se reestruturar.
Fontes
- A U.S. cruise ship ends voyage due to fuel costs and passengers lose their homes, Michigan Public (NPR) (28 de outubro de 2026)
- 200 'Cruise for life' passengers stranded in Cambodia, RTÉ (28 de outubro de 2026)