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Intermarché em Portugal: sete lojas afetadas por ciberataque aos frigoríficos

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O Grupo Mosqueteiros confirmou que sete lojas Intermarché em Portugal tiveram problemas nos sistemas de refrigeração por causa de um ataque informático a um prestador externo. Três lojas perderam mercadoria, e a empresa diz que a cadeia de abastecimento não foi afetada. Os autores e a identidade do fornecedor não foram divulgados.

Intermarché em Portugal: sete lojas afetadas por ciberataque aos frigoríficos
Imagem: Marcel Roblin, CC BY-SA 4.0

Quem procura a Intermarché hoje quer saber se as lojas estão abertas e se os produtos do frio são seguros. A notícia começou na segunda-feira, 2 de novembro, quando o Grupo Mosqueteiros confirmou que sete lojas tinham sido afetadas por um ataque informático ligado aos sistemas de refrigeração [1].

O que a empresa confirmou

Segundo o Grupo Mosqueteiros, citado pelo Executive Digest, as sete lojas foram afetadas por incidentes ligados a "um ataque informático dirigido a um prestador de serviços externo". A empresa também afirmou que a cadeia de abastecimento não foi afetada e que os requisitos de higiene e segurança alimentar continuam garantidos. A empresa atuou em articulação com os parceiros responsáveis pela manutenção dos equipamentos [1].

O Grupo Mosqueteiros confirmou ainda as sete lojas à SIC Notícias e à Rádio Observador. Três delas tiveram "perda total de mercadoria", e as outras quatro não tiveram danos na mercadoria [2]. A Executive Digest registou que a empresa não quantificou os prejuízos e não disse se os produtos foram retirados das áreas refrigeradas ou congeladas [1].

O diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, deu a leitura do setor ao Observador. Disse que o caso "foi muito circunscrito" e que "há uma questão técnica muito específica". Acrescentou que "mais nenhum operador registou qualquer tipo de problema" [2]. A Pingo Doce disse não ter registo de qualquer ocorrência decorrente do ataque, e o Continente disse não ter qualquer incidente a reportar [1].

O que ainda não se sabe

As fontes não identificam as lojas afetadas. O grupo não disse quais são, nem em que cidades ou regiões ficam [1] [2]. Também não foram divulgados o nome do prestador de serviços, o método técnico usado em Portugal e o valor total das perdas [1].

Segundo a Executive Digest, os equipamentos terão registado valores próximos de 30 ou 40 graus Celsius, sem fonte identificada [1]. Essa informação deve ser lida como relato, não como dado verificado.

A mesma reportagem traz a descrição do diretor-geral da Sabcobel, Stephan Moelans, de atacantes que colocam remotamente os evaporadores em modo de descongelação [1]. A reportagem não diz se esse mecanismo foi confirmado em Portugal.

Sobre autoria, a Executive Digest não identifica quem fez o ataque e não faz qualquer atribuição [1]. Quem lê notícias sobre o caso deve tratar qualquer nome de grupo ou país como especulação enquanto não houver confirmação oficial.

Um padrão que passou pela França

O episódio português não é isolado. Em 12 de outubro, ataques semelhantes atingiram supermercados em França. A Executive Digest registou mais de 300 supermercados afetados, entre eles lojas Intermarché e da Coopérative U [1]. A Lusa, pela RTP, informou que o Intermarché confirmou ter sido afetado e que as lojas tinham de deitar fora a totalidade dos produtos afetados. A Coopérative U, pela voz do diretor-geral, confirmou no X que um ciberataque estava a afetar instalações de refrigeração em várias lojas [3]. A mesma reportagem fala em 150 a 200 lojas Intermarché atingidas [3].

Na mesma reportagem, a RTP cita a BFMTV para dizer que o ataque visou sistemas de regulação frigorífica do fabricante dinamarquês Danfoss. A reportagem não indica que a Danfoss tenha confirmado essa informação, e a procuradoria de Paris abriu uma investigação por iniciativa própria [3]. Nada disto foi confirmado para Portugal.

Segundo o Observador, também houve ataques semelhantes na Bélgica, no Luxemburgo, na Suécia e na Irlanda [2]. Ou seja, o caso português aparece dentro de uma onda de ataques a equipamentos de frio, e não como um episódio fechado [2].

O que vem a seguir

Três coisas vão mostrar se o caso fica pequeno ou cresce. A primeira é a lista de lojas e a confirmação de quantas perderam mercadoria, algo que o grupo ainda não quantificou. A segunda é a identidade do prestador de serviços e se ele fará um comunicado próprio. A terceira é a posição das autoridades portuguesas, porque até agora as declarações vieram do grupo e do setor, e não de uma investigação anunciada.

Para o consumidor, a informação útil é esta: a empresa diz que a cadeia de abastecimento não foi afetada [1]. Qualquer atualização deve vir do grupo ou das autoridades, e não de relatos sem fonte. Sobre a retirada de produtos nas lojas portuguesas, a empresa ainda não deu números [1].

Fontes

  1. Ciberataque atinge sete supermercados Intermarché em Portugal e desliga sistemas de refrigeração, Executive Digest (3 de novembro de 2026)
  2. Ciberataque atinge frigoríficos de supermercados na Europa, Observador (3 de novembro de 2026)
  3. Piratas informáticos desligaram frigoríficos de centenas de supermercados em França, RTP (Lusa) (3 de novembro de 2026)