UE vai libertar cerca de 42 milhões de barris de petróleo para travar a subida de preços
A União Europeia vai libertar cerca de 42 milhões de barris das reservas de emergência de petróleo, com cerca de metade em gasóleo, para travar a subida dos preços [s:dinheirovivo-petroleo-ue-2026] [s:thenationalnews-petroleo-ue-2026]. O número não é consensual: o ministro francês da Economia fala em três meses [s:thenationalnews-petroleo-ue-2026], e o comissário europeu para a Energia cita 42,6 milhões de barris, com doze países a comprometerem-se até ao fim de janeiro de 2027 [s:dailysabah-petroleo-ue-2026].

Por que o número está a circular hoje
A União Europeia vai libertar cerca de 42 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência para conter a subida dos preços. O anúncio foi feito na quinta-feira, 29 de outubro, pelo ministro da Economia francês, Roland Lescure, antes de uma reunião de ministros da Energia da UE no Luxemburgo [2]. Metade do volume será gasóleo [2].
Para quem abastece o carro ou o camião, o gasóleo é o ponto que mais conta. Segundo a OilPrice.com, a parte europeia em gasóleo corresponde a cerca de 230 mil barris por dia, num total de cerca de 460 mil barris diários [4].
Quanto pode baixar o preço nas bombas
Lescure estimou uma descida de 12 a 18 cêntimos por litro no gasóleo em França, e espera que os preços reajam já na semana seguinte [4]. É uma estimativa, não um preço garantido. A França começa a libertar 10 milhões de barris nos próximos dias, e a OilPrice.com refere que esse volume é de gasóleo [1] [4]. Os governos querem baixar os preços dos combustíveis antes do inverno. A OilPrice.com aponta os danos em refinarias no Médio Oriente e as restrições às exportações russas como cortes de oferta num mercado que já paga preços recorde [4].
Segundo o Dinheiro Vivo, o impacto nos mercados financeiros é limitado. O consumo mundial aproxima-se dos 105 milhões de barris por dia, e o Brent cotava perto de 110,81 dólares às 17h00 de quinta-feira, 29 de outubro [1]. As margens de refinação continuam próximas de máximos históricos [1].
Os números que não batem
O comissário europeu para a Energia, Dan Jørgensen, falou em 42,6 milhões de barris e disse que cerca de metade será gasóleo [3]. Doze países, entre eles França, Alemanha, Itália e Portugal, comprometeram-se a libertar o petróleo até ao fim de janeiro de 2027, incluindo 20,5 milhões de barris de gasóleo [3]. O prazo de três meses, citado pelo ministro francês, não coincide com este calendário [2] [3].
O Dinheiro Vivo e a The National atribuem o anúncio ao ministro francês Roland Lescure, e o Dinheiro Vivo cita a Bloomberg como origem [1] [2]. Nas fontes consultadas não há um comunicado oficial da Comissão ou da Agência Internacional de Energia com estes valores. Por isso, 42 milhões é o número anunciado pelo ministro francês, e 42,6 milhões é a cifra do comissário [3]. Os dois valores são próximos, mas não são o mesmo número.
Como a reserva se liga ao acordo internacional
A parte europeia faz parte de um acordo do G7 que permite libertar até 100 milhões de barris de crude e de combustíveis ao longo de quatro meses [4]. A OilPrice.com data esse acordo em outubro, enquanto a The National diz que os países do G7 o fecharam no mês anterior [2]. Esse volume conta para a libertação coordenada de 400 milhões de barris pela Agência Internacional de Energia, e não é uma ronda extra [4] [2]. Para o consumidor, o efeito depende de quanto desta reserva chega de facto às bombas, e em que semanas.
Fontes
- Europa vai libertar 42 milhões de barris nos próximos três meses para conter subida de preços, Dinheiro Vivo (30 de outubro de 2026)
- Europe set to release 42 million barrels of oil for 'short term relief', The National (30 de outubro de 2026)
- EU doesn't expect energy issues, but citizens may struggle with bills, Daily Sabah (30 de outubro de 2026)
- Europe to Release 42 Million Barrels of Oil, OilPrice.com (30 de outubro de 2026)